Crônica "A Cidade"
Lídia saiu de
sua casa que fica no bairro Kobrasol em São José para ir até ao centro da
cidade de Florianópolis, dentro do ônibus num congestionamento intenso que se
fosse a pé chegaria mais cedo ao seu destino.
Com a vagareza do ônibus passa a
refletir, analisar o trajeto, por que tantos carros, para onde vão? Carros com
uma ou duas pessoas. Pouca gente muitos carros e o trânsito parado. As pessoas
sem consciência do tumultuo que causam.
Lídia então observa os amontoados de
pedras, concretos, poucas árvores pelas ruas, as poucas praças por onde passou
estavam sujas, mal cuidadas, calçadas esburacadas, pessoas indo e vindo, mas ao
passar pela ponte um espetáculo, mar e céu azul, bando de pássaros voando sobre
a superfície da água pareciam tocá-la, um vento fraco fazia uma marola que
vagarosamente a levava até areia da praia molhando os pés de um pescador que
jogava o seu anzol.
Perdida em sua reflexão, passou do
ponto mais um pouco de congestionamento chega ao seu destino. Troca o
espetáculo pela realidade a cidade cresceu, população e carros aumentaram, ruas
sujas, calçadões lotados com o comércio de rua, pessoas gritando vendendo seus
produtos, mendigos pedindo dinheiro,
motoristas estressados, assim que Lídia chegou à loja, comprou o que precisava, voltou ao terminal de
ônibus, entrou e fez todo percurso de volta para sua casa ao chegar, resolveu
escrever uma crônica e colocou o nome de “A cidade”.
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